sábado, 4 de setembro de 2010

Feliz Rosh Hashaná!

A Miriam e o Marcelo aproveitaram a proximidade da data do seu casamento com a data da comemoração do Rosh Hashaná, que se inicia em 09 de setembro, com duração de dois dias, para distribuir minirromãs aos seus convidados.


Estudando um pouco sobre o judaísmo, descobri que em Rosh Hashaná são comidos novos frutos e realizada a bênção de shehecheyanu, sendo de costume utilizar-se uma romã por causa de seus simbolismos especiais.

A romã é uma das Sheva Minim (sete espécies) de plantas com as quais a Terra de Israel foi abençoada, e portanto exige uma berachá achroná, bênção especial, para as Sheva Minim. É também um símbolo de integridade, porque suas 613 sementes correspondem às 613 mitsvot da Torá. Devido ao seu simbolismo especial, Shlomo Hamelech usava a romã para decorar o Beit Hamicdash e também tinha seu próprio pomar de romãs.

Na Parashá Tetsavê, a Torá descreve o me’il (túnica) do Cohen Gadol. Era enfeitada com sinos de ouro e romãs alternados. Está escrito no Talmud (Zevachim 88B) que as romãs eram bordadas com fios azuis, vermelhos e púrpuras. A bainha da túnica do Cohen gadol servia também para anunciar sua presença quando ele entrava no Santuário e para expiar pelo pecado de lashon hará (maledicência).

Rabi Moshê Alshich, um venerado rabino em Erets Yisrael que viveu no Século XVI, explicou que cada medida da fala (sino) estava cercada por duas medidas de silêncio (romãs), ilustrando a importância de pensar antes de falar.

Em outro local do Talmud, no final de Chagigá, o povo judeu é comparado às romãs. O Talmud explica que o versículo “Teu tempo é como um pedaço de romã…” (Shir Hashirim 4:3) é interpretado como significando “até os mais vazios entre vocês estão repletos de boas ações como a romã (repleta de sementes).”

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